segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Outra pessoa nunca será a solução, para nada.....


   

     Eis que vinham duas amigas tentando consolar uma terceira que estava em prantos após descobrir que pela terceira (ou quarta ou quinta) vez, foi traída pelo namorado.

  • Se eu fosse você pagava na mesma moeda, chifre trocado não dói! Disse a primeira.
  • Nãoooo, que horror, não se iguale a ele. Termine e arrume outro melhor. Nada como um amor para curar outro! Sugeriu a segunda
  • Tá, então não precisa trair, arrume um cara bem gato para provocar ciúmes! Retrucou a primeira.
  • Ele deve ter me traído por que nosso namoro caiu na rotina! Tentava justificar a dona do chifre.

    Gente, na boa? Eita mania de sempre tentar encontrar justificativas externas para matar seus desejos, frustrações e afins. Tá na hora de começar a assumir suas responsabilidades, né?

       A solução para rotina num relacionamento? Outra pessoa!!!
       Provocar ciúmes? Outra pessoa!!!
       Pagar uma traição na mesma moeda ? Outra pessoa!!!
       Esquecer um grande amor? Outra pessoa!!!

      Sempre fui daqueles que procuram de todas as formas evitar a todo custo qualquer tipo de rotina nos meus relacionamentos, algumas vezes consegui, outras não. A tal teoria do beijo ajuda muito ( http://edessejeitoquepenso.blogspot.com/2012/07/teoria-do-beijo.html), mas não basta.
    Inicialmente temos que aprender que NUNCA, uma relação terá o mesmo fogo, a mesma empolgação que no inicio. Óbvio né? No começo das relações estamos tão empenhados em vender a imagem de que valemos a pena quanto em conquistar o outro. Após confirmada a conquista relaxamos, achamos que já está ganho e que não precisamos mais conquistar o outro. ERRADO. Ou você sai fora (e geralmente se arrepende depois) ou parte para a conquista diaria( de outro, ou outros).       E prepara-se é um trabalho duro, nem todos estão dispostos a manter essa conquista diariamente. Preferem (ou acham mais facil) começar tudo de novo.
     Quando a escolha pela segunda opção é decidida por carência afetiva, vaidade ou fogo no rabo, o resultado pode ser bem mais perigoso (quem assistiu Atração Fatal, sabe do que estou falando).
     Qualquer pessoa que surja em nosso caminho nessas situações acabam por nos mostrar algo novo (e quase sempre perigoso). Oferecem mesmo que tivemos no começo das nossas relações (o frio na barriga, a boca seca, coração acelerado ao toque do telefone) mas que deixamos de alimentar, o irônico é que se alimentassemos diariamente essas relações, não sentiríamos falta de procurar fora, ou seja, não foi a relação que esfriou, fomos nós. Sim, você que não percebeu, ou se percebeu achou bem mais facil procurar alguém fora, do que enfrentar a situação com alguém que você supostamente ama ou confia.
    Quando a rotina aparece A SOLUÇÃO NÃO É OUTRA PESSOA, é você acabar com sua covardia em assumir o que você quer, ou não!!!

      Caso você insista em não assumir que sua relação esteja desgastada e que precisa imediatemente de uma DR (Sim, elas são fundamentais), você corre o sério risco de entrar numa carência, não de alguém que leve a loucura na cama, mas de alguém que te mande um whatsapp perguntando como foi o seu dia, te olhe nos olhos sem dizer nada ou te elogie como há anos seu parceiro deixou de elogiar.
    A carência afetiva (http://edessejeitoquepenso.blogspot.com/2012/06/culpa-e-da-carencia.html), talvez seja a que mais provoque armadilhas.
       E lá vai você procurar fora da relação aquilo que o seu parceiro nunca lhe deu e que você sempre teve esperança de que, como um milagre da Virgem de Guadalupe ele passasse a oferecer do nada.  Então você encontra alguém que te ofereça o X que falta na sua relação, enquanto que o seu parceiro atual de oferece o Y, W, Z.... quando der por si você estará tão perdido que ficará sem qualquer letra do alfabeto.
      Ou então, ainda na esperança de que a Virgem de Guadalupe faça o milagre, você resolve esperar que o outro mude e te dê ou retribua toda a atenção que você dá, e decide que se o outro sentir ciúmes talvez ele te valorize um pouco mais, com medo de perder para outro.
Entra em ação aquele(a) amigo(a) lindo(a) que nem você e nem a grande maioria dos mortais teria chance de se relacionar, mas que no momento é a pessoa ideal para fazer ciúmes para o seu parceiro ou matar as inimigas de inveja.

       Nesse caso meu amigo, você está sujeito a três situações
        1 – Se apaixonar pelo “amigo-lindo-que-só-está-fazendo-um-favor” e não ser correspondido.
      2 – Ficar sem o parceiro atual, que vai terminar com você (nem sempre por achar que você é capaz de namorar com alguém tão lindo, mas que pode ter sido capaz de trai-lo),
      3 – Ser ridicularizada quando descobrirem que o “amigo-lindo-que-só-está-fazendo-um-favor”, de que você se gabava estar interessado em você, na realidade nunca nem segurou sua mão.

      Quando se trata de carência afetiva ou fazer ciúmes, a SOLUÇÃO NÃO É OUTRA PESSOA, é você melhorar a sua auto-estima que está mais baixa que os trilhos do metrô


       Pagar uma traição na mesma moeda ?

      Não sou (nem nunca fui) santo, aliás nem acredito que existam pessoas com tal comportamento, se alguém se julgar como tal, fuja.
      Já traí sim, e embora tal ideia não passe pela minha cabeça novamente, não seria hipócrita (odeio) a ponto de dizer que jamais faria isso novamente, acho muito pouco provável que isso aconteça algum dia, mas “nunca farei isso” é algo que aprendi ser como uma mensagem subliminar que diz: “se prepare que um dia eu faço...”
    Sim, já fiquei com pessoas por carência fisica, afetiva (a pior delas) ou simplesmente para esquecer o outro (o que fez o efeito inverso me trazendo ele à mente o tempo todo, me senti sujo).

    Quando se trata pagar uma traição na mesma moeda, a SOLUÇÃO NÃO É OUTRA PESSOA, é você aprender que pagar da mesma forma não vai te ajudar a superar em nada o chifre tomado, só vai te fazer exatamente igual ao outro que você tanto reclamou ter te feito de trouxa.


      Esquecer um grande amor?

    Não há nada errado em conhecer alguém que te faça bem a ponto de esquecer (mesmo que momentaneamente) um ex. Aliás, porque deveríamos esquecer alguém que durante determinado tempo deu tão certo e nos fez tão bem (às vezes)?
      O problema se resume a duas palavras: expectativa e comparação.
     Independente do tempo que durou a relação anterior, é necessário cortarmos o cordão umbilical que nos ligava a ela.
    Aprender a seguir sozinho pode muitas vezes ser bem dificil, outras vezes pode ser um alivio (vamos lembrar que nem todas as relações são um mar de rosas, mas como toda separação, dói), o tempo de re-adaptação é fundamental (para uns pode ser de dias, para outros meses ou anos, cada um tem o seu) , a introspecção é libertadora.
    Ao conhecer uma nova pessoa, não há como fugir da comparação (positiva ou negativa) que o outro nos trás, temos o péssimo hábito de criar um modelo pré-estabelecido daquilo que vou querer daqui para a frente. Se o anterior me fez isso, o próximo terá que ser diferente.
    Quando encontramos alguém que aparentemente se encaixa dentro desse padrão, o beijo é diferente do outro (melhor? Pior? Não sei, mas não é a mesma coisa), ele dorme do lado direito, o outro só dormia do esquerdo, etc.
       Não né? Se for pra comparar , melhor voltar para o ex!!!
       E quando dá certo? Aí tudo são flores. Que bom , ufa, agora vai, talvez esse seja o cara certo!!!
      Não, péra, e se ele não tiver o mesmo interesse que eu, e se ele só quiser me comer, não quiser casar? e se ele não me deixar ir pra balada? Não gostar dos meus amigos? Meu ex não era assim, porque me separei dele? queria tanto voltar, será que ele me quer de volta?
       Pára, que tá feio!!!!

      Para esquecer um grande amor, a SOLUÇÃO NÃO É OUTRA PESSOA, é aprender a amar a si próprio!!!

      Outra pessoa nunca será a solução, para nada.....

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Só quem ama confia (?)...

 
     Imaginem a seguinte situação:
    Após algum tempo de namoro, você começa a desconfiar que está sendo traído. Após algum tempo você passa a observar que o outro, a todo tempo, te dá indicios de que não se trata de uma “simples” traição, mas de um envolvimento afetivo. São palavras, gestos, silêncios...
  As mensagens subliminares são tão claras que, mesmo sem querer (ou subestimando a sua inteligência), você percebe (afinal de contas anos de convivio também servem para que você conheça seu companheiro mais do que ninguém) que realmente tinha razão com relação às desconfianças.           Começam as mentiras, as indiferenças, a falta de interesse, e de repente o terceiro elemento passa a conviver na sua relação. Durante o jantar, nas viagens, na sua própria cama.
    E quando você pergunta, está tudo bem, ou é coisa da sua cabeça. Sexo, carinho, afeto passam a ser cada vez mais raros, a presença (não a física) é cada vez mais ausente.
    E aquele trato de que se algum dia aparecesse alguém conversaríamos a respeito?
    É quando se percebe que o tal envolvimento é destrutivo, mais para o outro do que para você!
    O que fazer nessa hora? Gritar bem-feito? Tripudiar? Rir?
   Espere um pouco, como é que se ri ou se tem prazer em ver o sofrimento daquele que até ontem diziamos que amávamos? vai me dizer que o amor passou da noite para o dia?
    De repente você percebe que o outro, mesmo que em silêncio, implora por ajuda. Está perdido, quer que você de alguma forma o ajude.
   É uma mistura de sentimentos culpa por ter traído quem o ama, raiva por ter sido usado por alguém, sentir-se obrigado em ter que escolher entre a razão e a emoção (ou amor e tesão), entre o certo e o duvidoso.
   Durante esta semana essa situação me veio à mente após algumas situações. Uma amiga e eu discutimos por horas sobre confiança nos relacionamentos, um leitor do blog me sugeriu uma postagem com o tema traição x confiança, e na novela A Regra do jogo, o assunto também foi abordado.
   Mas voltando ao assunto, quando se percebe que o outro tem alguém fora da relação, talvez a melhor atitude (inicialmente) seja dar a ele todas as chances de contar a verdade. Mas é claro que isso não acontece.
    Então você pensa que pode ser algo passageiro, ao qual não mereça muita importância. Errado
   A partir daí surgem algumas opções:
1 – Dar o troco na mesma moeda;
2 – Terminar;
3 – Gritar bem-feito;
4 – Perdoar
     Escolheria a ultima opção. Pelo simples fato de me colocar no lugar dele. Além do que se escolhesse as opções 1 ou 3, seria tão FDP quanto.
   Se fosse para ele ser feliz com outra pessoa, tudo bem. Me serviria de consolo.
   Mas ao ver tanto sofrimento, percebo que talvez essa seria a única forma de aprendizado. Talvez venha a vontade de gritar : Meu, sai fora, você não percebe que não dará certo, parta para outra. Você não é vítima, sabia onde estava se metendo, o tempo todo estava consciente dos riscos que corria.
Ou talvez em chegar até a terceira pessoa e falar: fique com ele ou vá embora de vez, mas para de brincar com ele. Nada disso adiantaria.
    Aí você termina. Termina na esperança de que o outro se sinta menos culpado e que isso o faça se sentir melhor.
Trouxa?
Idiota?
Santinho?
Diferentona?
Espiritualmente elevado?
     Não, nenhuma coisa nem outra. Basta apenas se colocar no lugar do outro. Todos corremos o risco de após um longo periodo de relacionamento nos encantarmos por outro que nos ofereça algo além daquilo que estamos acostumados diariamente.
    Nossa vaidade nos empurra a qualquer um que enalteça nosso corpo, nossa inteligencia, nosso jeito de ser, e infelizmente não temos como saber quais são as intenções por tras de tantos elogios e galanteios.
    Sempre esperamos mais, a comparação é inevitavel. Vem aquela sensação de que a relação está desgastada, que já caiu na rotina, ou que o amor passou, não é mais aquele do começo (mas é logico!!!)
   Um amigo muito querido me disse certa vez que, quando namoramos a algum tempo, qualquer paquera se transforma no grande amor da nossa vida. Se não deu certo com esse, pode ser que dê certo com o próximo, só depende do outro não ter aprendido nada e insistir na busca de outros que alimentem a sua vaidade.
    Mas e a confiança? Como voltar a confiar em alguém que dizia estar em casa e você saber que estava com outro? Não tem receita do bolo. Uma vez que se perdoa (de verdade) o passado fica para trás, se ainda rola desconfiança o perdão não foi sincero e é melhor se afastar, não conviver, pois no primeiro toque do whatsapp a desconfiança pode vir à tona, trazendo toda a situação vivida anteriormente.
    Confiar não é algo cego, é algo raciocinado, é acreditar que o outro aprendeu com a situação e que fará o possível para que a mesma não ocorra, e caso venha a acontecer novamente, o comportamento será outro, afinal acho dificil alguém querer passar por uma situação dolorosa mais que uma vez.
   Temos que deixar de acreditar que as relações humanas são todas baseadas em histórias de principes encantados. Se não derem certo que ao menos ambos aprendam com a situação, afinal , como dizem os budistas, a única forma de aprendizagem é através do sofrimento, e se ainda assim, após a lição, continuar sofrendo é porque não aprendeu nada, e a lição será repetida até que o aprendizado tenha êxito.
    E lembre-se, nada garante que amanhã ou depois eu também possa passar pela mesma situação que o outro.... E não se esqueça, também pode acontecer com você que durante a leitura me chamou de idiota.....
   E se você acha que pelo fato de estar solteiro está imune a esse tipo de situação, sinto muito, amigos também traem, e se você os ama de verdade o quanto diz, também vai perdoar....



segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Vivendo e aprendendo a jogar...


     Então eu fiz 42 anos. Não me sinto (e nem sou obrigado a me sentir) com 42 anos. Porquê deveria?         Como deve agir alguém com 42, 10, 60 ou 90 anos? Odeio seguir a massa, ter que me enquadrar dentro de um parâmetro imposto sei lá por quem. As vezes quero (e tenho todo o direito) de me comportar como uma criança, ou um adolescente ou ainda um idoso. Porque eu sou tudo isso.
     Uma amiga muito querida vira e mexe me pergunta quantos anos eu tenho (segundo ela, devido ao meu conhecimento sobre assuntos diversos e à minha sede de conhecimento), outro me disse que tenho uma “alma velha”.
    Aos 22 anos de idade passei por uma EQM (expriencia de quase morte). Num periodo de uma semana foram 6 transfuões de sangue, fraldas, sondas nasogastricas e 8kg perdidos. O medicos disseram que não iria para a cirurgia pois não havia nada a ser feito.  Foi preciso chegar àquela situação pra eu dar tempo ao tempo, passei a observa-lo. De certa forma ele me cobrava, mas eu, sem tempo pra ele, achava que não precisava. Aprendi que existe algo chamado limitação.
     Pensei que não teria mais tempo. Para nada. Não teria tempo de pedir perdão a quem havia magoado (primeiro tive que reconhecer que magoava), não teria tempo de me perdoar, de dizer que amava, de dizer que não gostava, de amar (1, 2, 3 ou mais vezes e cada uma mais intensa que a outra), tive medo de não encontrar aquele alguém que ficaria comigo pelo resto da vida, tive medo de não ser pai (mesmo que “torto”), tive medo de não sofrer, rir, chorar , ficar feliz. Tive medo de não sentir.
    Encarei minha recuperação como uma oportunidade de valorizar (e aceitar) tudo aquilo que tive medo de perder. E a aproveitar TUDO o que acontece como forma de crescimento. Desde então me recuso a perder tempo reclamando do ruim ou me prendendo ao maravilhoso. Aprendi a amar da mesma forma que aprendi a desapegar.   É um exercicio contínuo, onde você começa a filtrar e absorver o que te faz bem e a tirar como aprendizado aquilo que te faz mal. Por falar nisso, também aprendi que o mal pode fazer bem. O único mal que pode me afetar é aquele que faço a mim meso
    Decidi viver cada segundo como se fosse o ultimo, a aproveitar cada momento, cada pessoa, cada sentimento, afinal ainda estou vivendo um bônus. A busca por (auto) conhecimento é constante. A vida é um jogo, já dizia Elis Regina, "nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas.... aprendendo a jogar..."
    O tempo é um só, ele começa quando você nasce e termina quando se morre. O resto é intervalo. Temos a ilusão de vivermos longos anos, sem darmos conta de que é um periodo único. O calendário, a divisão do tempo em anos, meses, horas só tem duas funções: lembrar quando é a hora de descansar e que temos muita coisa a realizar “para ontem”, e que ainda não temos tempo. Essa divisão só serve para nos acelerar ainda mais.
    O tempo virou um dos nossos maiores desafios. Ou corre-se contra ele, ou se deseja que ele passe o mais rápido possível.
    Também serve como desculpa para começar a fazer algo na segunda-feira, mudar de vida no ano seguinte, ou não ver a hora de esse ano acabar logo. Porquê não fazer isso agora, para que ficar empurrando com a barriga, esperando que esse tempo faça o que cabe a você fazer?
    Sem atitude alguma, ou tomar as responsabilidades da sua vida, o ano novo vai mudar apenas na folhinha do calendário. E quando cair por si, lá vem você dizer que o tempo voou e que VOCÊ ainda não fez nada...

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Dê tempo ao tempo...

                

      E de repente você percebe que algo está estranho, diferente. Não sabe se o problema é você ou o outro, afinal a cada questionamento está sempre tudo bem, ou isso é coisa da sua cabeça. Então ambos fingem acreditar que realmente está tudo bem, até o ponto em que a angustia se torna insuportavel e a (talvez) única saída é respirar, sozinho. Encontrar um tempo para refletir sobre suas angustias, medos, ansiedades, expectativas. Tudo aquilo que misturado à pressões diversas podem nos levar a um estado de estresse fisico, emocional ou depressivo.
                 Nesse momento temos uma tendencia meio que auto-destrutiva, na grande maioria das vezes, ao inves de enfrentar o problema de frente, preferimos conviver com ele, deixar que faça parte do nosso cotidiano. Recusamos qualquer tipo de ajuda achando que para o outro que está de fora é muito fácil falar, afinal ele não está passando pelo mesmo que eu.
                     Acabamos por tentar afastar quem nos ama.
                      Ledo engano. É algo que por mais que queiramos, ou tentemos, nunca irá acontecer.    
                   Porque quem ama mesmo, por mais que tentemos afastar (e mesmo que ele se afaste), vai continuar ali, presente. Não que ele continue por perto, tentando reatar ou sendo passional. Quem ama de verdade, mesmo que de longe, vai estar torcendo por você, para que tudo dê certo, para que você seja feliz sempre. Pois quem ama cuida. Mesmo à distância.
                  Mal sabem que os dois que talvez essa separação seja essencial para o futuro dessa união. Respirar um pouco, colocar os pensamentos em ordem é fundamental para uma auto-analise, e avaliar o qual é (e como é) a importância do outro.
                 Talvez realmente seja o momento da separação, onde os caminhos já não sejam os mesmos para os dois, ficando para tras algo que deu muito certo durante algum tempo, restando o carinho, o respeito e a admiração de um pelo outro. Mas esse tempo as vezes também é fundamental para se ter a certeza de que o amor de ambos é bem maior do que qualquer crise.
                  A partir daí a relação atinge outro nivel, deixa de ser aquela relação de contos de fadas, para se tornar algo mais maduro, racional e concreto.
                    Não se trata de dar valor a algo somente depois da perda. Muito menos de querer o outro porque se acostumou à presença dele.
                   É ter a certeza de que o amor está ali, na nossa frente o tempo todo.
                Certa vez eu li que a união entre as Almas Gêmeas é o estado máximo que o amor humano pode atingir, e depende de muita luta, perseverança, coragem e aprendizado.
                 Mas por que algo tão perfeito e necessário exige tanta batalha?
              Porque se fosse algo simples não teria a menor graça! E não manteria a chama da conquista diaria.

               Em todo caso o tempo ainda continua sendo o melhor remédio!!!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Amar é fácil...

        No início dos anos 60 ficaram famosas as figurinhas de um casal nú e de mãos dadas onde tentavam chegar a alguma conclusão,  por meio de exemplos sabe-se lá vindos de onde, ou de quem, sobre o que seria amar.
  Milton Nascimento cantou que “Qualquer maneira de amor vale à pena”, enquanto Bethânia cantou que mesmo aqueles com um jeito esutpido de ser, também sabem amar.
        Amar o fácil é muito simples. Para mim, só pode se afirmar que ama, quando se ama o difícil (Tem medo daquelas relações perfeitinhas demais, onde tudo são flores). Não digo dificil pela conquista, o que não pode ser amor, mas satisfação do ego em conquistar alguém que até então parecia impossível.
       Não me refiro àquelas paixões que comumente confundimos com o maior amor da nossa vida (geralmente ocasionada por mexer na nossa rotina física, e não afetiva). Tão pouco àqueles amores doentios em que o sofrimento em ficar longe se confunde com o sofrimento em estar junto. Isso não amor, é apego, obsessão, os famosos amores destrutivos onde impera o “ruim com ele, pior sem ele”.
       Uma coisa é certa: Todo mundo sabe como quer ser amado, mas como amar o outro já é algo bem diferente. O altruísmo nem sempre existe. Não, não é necessario comportamentos como “eu te amo” a cada encontro, mozão, mozinho ou mozi, ficar juntos ou agarrados o tempo todo (embora muitos queiram em algum momento da relação). Basta amar por amar. Amar de graça, pelo simples fato do outro ser o que é, sem exigir mudanças ou que corresponda a todas as nossas expectativas.  
        Seria egoísmo de nossa parte exigir que o outro nos ame da maneira que sempre idealizamos e não sequer se esforçar para retribuir aos anseios do outro?
        Exigir que o outro nos ame apenas para corresponder nossas vontades, ego ou poder de sedução é como andar para trás....
        Satisfazer todas as vontades do outro então... ninguém consegue conviver com quem não tem vontade própria!
          Talvez o verdadeiro amor deva ser algo completamente mutante, varia de acordo com a maturidade (quando ela existe), com o convívio com o outro, em observar, se desarmar de medos, frustrações e mágoas passadas, é estar livre para si e para o outro. É gostar do outro de graça, mas sem perder a razão, sem deixar para trás princípios e valores que julgamos primordiais. É gostar de alguém sem motivo especifico, é não sentir calafrios na expectativa de cada encontro (como no principio da relação), é achar que a relação pode estar esfriando devido à rotina, pensar que o outro não pode mais te surpreender de forma alguma, é pensar em terminar a relação porque apareceu outro que despertou algum interesse fisico, e ainda assim, após um tempo longe, percebe que não quer ficar sem aquela pessoa que por um instante já não tem mais graça nenhuma, mas que por hoje você não consegue viver sem..... 

quarta-feira, 4 de março de 2015

Afinal... o que é traição?

Afinal de contas.... o que é a traição?

     Assistindo ao seriado Looking, da HBO me veio essa questão que resolvi discutir com alguns amigos, o que me levou a seguinte conclusão...
      Trair nem sempre significa chegar às vias de fato.
       Eu sei, o assunto é polêmico, mas antes de falarmos em traição, devemos entender o que é o amor, o “amar alguém”, ou melhor, como se ama alguém?
   Desde pequenos somos culturalmente condicionados a acreditar que, quando nos tornarmos adultos, encontraremos alguém com quem viver pelo resto de nossas vidas, jamais aprendemos a questionar se queremos ou não alguém para sempre.
       E lá vamos nós sempre com essa expectativa em acreditar que encontramos nossa alma gêmea a cada beijo bem dado. Até encontrarmos um beijo melhor ainda. 
        Mas como fazer para não sentir a necessidade de um beijo melhor? De mais atenção?           Dificilmente questionamos o porquê dessa necessidade, e pior preferimos buscar fora das relações a solução para um problema que só pode ser resolvido entre o casal, para alguns é bem mais facil buscar a solução fora do relacionamento do que tentar resolver com o par.
       Não seria hipocrita ao ponto de afirmar que por mais que eu amasse um Brad Pitt, se aparecesse um George Clonney, esse não mexeria com minhas fantasias.
       O problema é que a solução dificilmente aparece com essas “puladas de cerca”, o que acaba se transformando numa bola de neve e uma valvula de escape para uma relação morna. Mas, e outro? Ele não tem direito de saber o que está acontecendo?
         Acho que talvez seja aí que começa a questão da traição de quem ama.
       Amor é convivência. Amor é respeito. Amor é doação.  É sexo.  É intimidade.  É conhecer o outro e aceita-lo como é (desde que o outro se mostre por inteiro).
       A traição vai muito além do físico, dos Tinder, Grindr e demais aplicativos de pegação. Traição é a exposição que se faz do outro.  E não adianta, por mais que tente se esconder o outro ( ou o amigo do outro) sempre descobre
        Diferente dos que muitos dizem, ninguém trai por amor. Se trai por tesão (ou pela falta dele). O problema é quando a traição é afetiva, aquele tipo de relação que começa nas redes sociais e se torna uma amizade, então cedo ou tarde já querem colorir essa amizade
      Talvez a pior traição não seja o sexo virtual e sim o estar com alguém que só porque o outro seja uma pessoa seria “para casar”.
     Certa vez descobri que me trairam, algo do tipo: “Estava na balada, rolou e tchau!”, confesso que fiquei surpreso mas acabei superando. Corpo.
      Diferente de uma outra vez em que descobri longas conversas e infinitas trocas de carinhos pelo celular. “Bom dia, meu amor!” . “Quando iremos nos conhcer?”. Afeto. Muito pior, não consegui, afinal estavam criando uma especie de relação afetiva, onde pela manhã se declarava para um, e a noite dizia que me amava. Pra mim, não deu. Foi mais facil aceitar trairem meu corpo do que meus sentimentos
          Não ama? Então não diga que ama. Ninguém é obrigado a dizer aquilo que não sente.
Se for transar com outro, não se exponha a ponto de expor o seu relacionamento!!!
   Pintou algo afetivo numa dessas traições? Reveja se vale a pena continuar o relacionamento, porque se não estiver mais a fim... Caia Fora!!!!!


         Enganar o outro pode ser facil, mas enganar a si mesmo....

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Desapega...

     


    Nesse ultimo mês dois livros que li me chamaram a atenção em um mesmo assunto. O desapego. Poderia jurar, até então, que era praticante do desapego. Estava errado.
     É incrivel como sempre relacionamos a questão do apego à matéria. Somos apegados às roupas, às pessoas, ao automóvel ao dinheiro, etc.
     Mas como fica o desapego às ideias? As opiniões de terceiros? À mesmice?
    Às vezes é necessario colocarmos em xeque aquilo que me atrevo a chamar de “desapego emocional ou afetivo”. Seria o mesmo que você cair na real e aceitar a ideia de que, embora sempre tenhamos conhecimento do fato, aceitemos que não vivemos no País das Maravilhas e que (parafraseando Renato Russo) esse mundo não é perfeito e que todas as pessoas não são felizes.
    Que mania é essa de acreditar que a felicidade depende de algo externo? Que insistencia é essa em deixar a responsabilidade do nosso bem-estar nas mãos do outro? Talvez por que seria mais facil colocar a culpa em alguém pelos nossos fracassos, do que assumi-la?
    Sem ao menos nos darmos conta nascemos, crescemos, vivemos e envelhecemos de acordo com a expectativa alheia. Minha família espera que eu faça isso, a sociedade que eu faça aquilo. E não adianta falar que “comigo é diferente”, que “esse é o meu jeito”. Mentira. Isso se chama hipocrisia. E o pior, exigimos tanto do outro, quanto ele de nós.
    A frustração, a desilusão vem justamente quando o outro não corresponde a qualquer uma de nossas expectativas.
    A única maneira para não sofrer com tais frustrações e DESAPEGAR, não esperar nada do outro. E aprender a aproveitar o que o outro oferece agora. Que mania é essa de planejar o futuro de acordo com o que você pensa? Já percebeu que quando planejamos algo é sempre como EU acho que deve ser? Lembre-se: o mundo não gira ao seu redor.
    Não tem jeito, ou se aprende a desapegar ou se frusta a cada vez que o “mundo não conspirar a seu favor”.

       Eu preferi desapegar!!!!

Mentira...

       Tem gente que mente.  Tem gente cuja vida é tão mentirosa, que não consegue mais lidar com a verdade.        A gente  mente po...